domingo, 8 de fevereiro de 2015

Meu blog - o retorno



Depois de tanto tempo sem acessar e atualizar o blog, sinto a necessidade de voltar a ele para utilizá-lo como um dos espaços de interlocução com os meus novos alunos, como já fora outrora. Sou professora, é vida que segue!

sábado, 19 de março de 2011

Crônica de uma noite abençoada - (parafraseando García Marquez, o “da morte anunciada”)

Já em casa, bebericando um licor de jabuticaba de minha própria lavra, volto aos fatos.



No dia 17/03/2011, na Sala 59 do Instituto de Educação (IE) da UFMT, reuniu-se "a diversidade" para dar início ao Seminário Avançado I, sob a orientação do Dr. Luiz Augusto Passos (figura ímpar, que consegue agregar em torno de si problemáticas e estudos extremamente significativos dos Movimentos Sociais). Sala abarrotada de gente, todos sentados muito próximos uns dos outros, pessoas chegando de diversos pontos, pedindo licença, entrando ressabiados e depois surpresos com o quantitativo presente...



Imbuídos do mesmo desejo, ali estavam enfermeiros, psicólogos, pedagogos, filósofos, assistentes sociais, administradores de empresas, policiais militares, psicanalistas, advogados, biólogos, contadores, historiadores, professores de nível médio, de nível superior e matemáticos... Alguns presentes se encantaram com essa gama de interesses profissionais e pela motivação comum: produzir e socializar conhecimentos, por meio da interação e da dialogia...



Inicialmente tímidos, quando as apresentações "deslancharam" no grupo, torrentes de palavras passaram a brotar dos lábios de todos e de cada um em particular, ávidos por apresentarem seus anseios, seus projetos e aspirações, esperançosos de, através da palavra enunciada, tornar coletivas as preocupações pessoais...



Vieram à tona projetos em andamento, projetos em construção, projetos ainda não definidos, pessoas desejosas de clarear para si os seus objetos de estudo através do olhar do outro, das intervenções cheias de empatia que iam surgindo... Questões relacionadas aos mais diversos aspectos dos movimentos sociais foram postas à baila: as políticas públicas, a saúde popular e os mecanismos de prevenção, as relações interpessoais e a sexualidade, a segurança pública, a violência urbana, a construção da identidade, a corporeidade, as representações sociais, os modos de ser e estar no mundo...



Assim, foi possível perceber que, no grupo eclético de estudos que ora se constituía, havia pontos de convergência muito significativos: a compreensão de que nas questões sociais (saúde, educação, qualidade de vida...) há que se trabalhar primeiro com a prevenção e a orientação, evidenciando a autoestima e o resgate da cidadania; a emoção de poder realizar trocas experienciais; a busca da autoridade dos pensadores e estudiosos para a validação dos estudos e das pesquisas; o desejo de sair do senso comum e partir para o aprofundamento das questões polêmicas da contemporaneidade e, sobretudo, o desejo de contribuir na construção de um ethos social composto por seres mais íntegros e saudáveis, na devida amplitude das expressões...



Repentinamente começa um princípio de debate, a polícia pacificadora é posta em cheque após a apresentação de um colega, a indignação presa na garganta explode, mas é delicadamente contida para que seja externada num momento oportuno, a posteriori...



Exageros à parte, difícil traduzir em palavras a torrente avassaladora, a tsunami de emoções que dominava naquele momento pesquisadores do PIBIC, recém-graduados, mestres e mestrandos, doutores e doutorandos, pós-doutores, “alunos especiais” selecionados e professores que ali estavam, com a sensação personalíssima de terem sido bafejados pela sorte, privilegiados pelo momento e pela circunstância...



Quando o grupo retirou-se do recinto (não sem relutância, mas estava findo o tempo pré-estabelecido para a realização da aula e outros compromissos e comprometimentos "chamavam" a todos), pairava no ar um sentimento de alegria e gratidão pela possibilidade de ter estado ali, de poder construir conhecimentos na alteridade, de se "repaginar" enquanto autores e produtores de conhecimento, enfim, o sentimento de pertença por terem sido aceitos e acolhidos como integrantes de um novo grupo, entre tantos que o Prof. Passos já orientou e orientará...



E, como no Desenredo de Guimarães Rosa, “pôs-se a fábula em Ata”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A informática na Educação à Distância

Caros acadêmicos da pós-graduação:

Após a leitura do pequeno texto sobre informática em EAD (acessem através do link abaixo), sintetizem as ideias contidas no mesmo e postem-nas aqui no blog, em forma de comentários identificados (nada de anonimato!).

Abraços a todos!

 

sábado, 4 de setembro de 2010

Notícias sobre EAD

Vale a pena acessar!! Muitas novidades em EAD!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"Tecnologia mais ensino superior: Uma soma inevitável no mundo acadêmico"

O texto cujo título está sugerido acima fala da estreita relação entre tecnologias e ensino superior: é uma relação estabelecida e sem retorno, ou seja, o ensino hoje vincula-se de forma irrevogável às ferramentas tecnológicas.
Leia o texto e sintetize as ideias do mesmo em tópicos frasais a partir de cada subtítulo que o compõe.

http://br.monografias.com/trabalhos2/tecnologia-aprendizagem/tecnologia-aprendizagem.shtml

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Saramago: o mestre se foi... (16/11/1922-18/06/2010)

"Um Direito que respeite. Uma Justiça que cumpra".(José Saramago:1922-2010)

sábado, 1 de maio de 2010

GESTÃO EDUCACIONAL

"Devemos sempre lembrar que a tarefa educativa essencial da
escola é educar os alunos para os valores da democracia. O processo
democrático pode assegurar a participação das pessoas envolvidas e seu
conseqüente comprometimento com decisões tomadas. Uma segunda razão
para a escola incorporar o espírito democrático é que os valores de inclusão,justiça, participação e diálogo, essenciais à democracia, também são inerentes às escolas efetivas. Uma democracia é uma comunidade inclusiva, ou seja,procura fazer as pessoas tomarem parte do processo, reconhece a diversidade entre seus membros e, em nome do princípio de exclusividade, abre as portas à participação e faz as pessoas se sentirem parte da comunidade".

segunda-feira, 5 de abril de 2010

No Twitter

Formas múltiplas de estar inserida no contexto... ou não.

sábado, 21 de novembro de 2009

O chat...

O chat: uma interface possível

Dariluce Gomes da Silva

Abro este post hoje com um fragmento do texto “Internet na escola e inclusão”, de Marco Silva (2003), Boletins 2004, SALTO PARA O FUTURO. Prestem muita atenção às ideias veiculadas por ele:

“O Chat é um espaço online de bate-papo síncrono (com hora marcada) com envio e recepção simultâneos de mensagens textuais e imagéticas. Professor e aprendizes podem propor o tema e debatê-lo. Podem convidar outros participantes do curso e colaboradores externos, agendando dia e hora. Os temas podem ser vinculados às unidades ou atividades do curso, porém muitas vezes tomam rumos próprios numa polifonia favorável ao estreitamento dos laços de interesses e desbloqueio da participação. O Chat potencializa a socialização online quando promove sentimento de pertencimento, vínculos afetivos e interatividade. Mediado ou não, permite discussões temáticas e elaborações colaborativas que estreitam laços e impulsionam a aprendizagem. O texto das participações é quase sempre telegráfico, ligeiro, não-linear e próximo da linguagem oral, efervescente e polifônico. Pode ser tomado como documento produzido pelo grupo e enviado para o cursista que não pôde estar presente. Não necessariamente como mediador do Chat, o professor cuida da co-presença potencializada em mais comunicacional. No lugar da obrigação burocrática em torno das atividades de aprendizagem, valoriza o interesse na troca e na co-criação da aprendizagem e da comunicação. Não apenas o estar-junto online na base da emissão de performáticos fragmentos telegráficos, mas o cuidado com a expressão profunda de cada participante. Não apenas o esforço mútuo de participação para ocupar a cena do Chat, mas a motivação pessoal e coletiva pela confrontação livre e plural. Não apenas a Torre de Babel feita de cacos semióticos caóticos, mas a teia hipertextual das participações e da inteligência coletiva. Mesmo que cada participante seja para o outro apenas uma presença virtual no fluxo das participações textuais-imagéticas, há sempre a possibilidade da aprendizagem dialogada, efetivamente construída.”

Vocês já conheciam tal fragmento, evidentemente...

Feita a leitura do supracitado texto na íntegra (não apenas desse fragmento, quero crer) e de mais um, intitulado “Educação a Distância na universidade do século XXI”, fomos para o chat na sala da Rede Vivo Educação.

Sala tão aberta e democrática que tivemos um observador totalmente silencioso (iniciais “A. de F.”) enquanto muitos tentavam falar, outros tentavam ser “ouvidos”, vários estabeleciam a dialogia e outros, por fim, se maravilhavam ou se decepcionavam com a rapidez comunicativa, com a polifonia que se instaurava naquele ambiente. Alguns participantes, em pânico, cobravam da professora uma postura mais diretiva, uma “colocação de ordem no caos” comunicacional que ali se estabelecia.
Foi um momento muito bacana, com participações incisivas, contundentes, em que alguns participantes buscavam “culpados” para os problemas relacionados ao acesso às tecnologias e à incipiente formação docente. Outras participações mais tímidas tentavam diluir a culpabilidade no processo, atribuindo a vários fatores o precário acesso às TIC’s. E outros ainda se desesperavam com a possibilidade de estarmos perdendo o foco da discussão... Um ainda falou em resiliência, em flexibilização por parte dos aprendizes da tecnologia, que somos todos nós. E outros ainda comunicavam as ideias referentes ao texto lido com clareza, maestria e agilidade, sem perder o famoso “foco”...

Na interface que empregamos hoje, ou seja, neste “espaço online de encontro e de comunicação entre duas ou mais faces” (SILVA, 2003), vivenciamos um breve e fugaz momento de “integração, sentimento de pertença, trocas, crítica e autocrítica, discussões temáticas, elaboração, colaboração, exploração, experimentação, simulação e descoberta”. Foi um recorte que se estabeleceu neste dia 20/11/2009, Dia da Consciência Negra, dia de percebermos que a vida é um caleidoscópio de emoções, de culturas, de pessoas e “educações” e de admitirmos que é sempre possível se aprender algo ao utilizar o chat como interface no ensino, na comunicação. Ainda que seja a tolerância e o respeito à diversidade. Não poderia ter havido dia mais propício para este encontro!

Beijos a todos e obrigada por terem participado deste laboratório de aprendizagem!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EAD - a posição do MEC

1. Acessar o Portal do MEC.
2. Localizar a Secretaria de Educação à Distância (Seed).
3. Acessar o Sistema de Consulta de Instituições Credenciadas para Educação à Distância e Pólos de Apoio Presencial.
4. Verificar as instituições credenciadas na região Centro-Oeste, no estado de Mato Grosso.
5. Listar as instituições credenciadas pelo MEC em Rondonópolis-MT.
6. Ainda na Seed, consulte os "Referenciais de Qualidade para EAD" e a "Legislação de Educação a Distância", para discutirmos durante a aula do dia 14-11 (sábado).
7. Veja os Programas e Ações da Seed (Domínio Público -biblioteca virtual-, DVD Escola, E-Proinfo, E-Tec Brasil, Formação pela Escola,Mídias na Educação, Programa Banda Larga nas Escolas, Proinfantil, ProInfo, ProInfo Integrado, Pró-Letramento e Pró-Licenciatura,TV Escola, Sistema Universidade Aberta do Brasil -UAB-, Banco Internacional e TV MEC).
8. Dentre os Programas e Ações, liste aqueles que estão voltados ao ensino superior, indicando a forma como são viabilizados para que aconteçam.
9. Na seção Destaque, da Seed, leia sobre o que poderia constituir irregularidades na oferta de cursos superiores à distância, usando como parâmetro o caso exposto, relacionado à Unitins-TO.
Bom trabalho!!

sábado, 7 de novembro de 2009

A título de depoimento/diário...

Hoje ministrei a 1a. aula para a turma da pós "Didática e Metodologia do Ensino Superior", com o Módulo "Tecnologias Aplicadas o Ensino Superior", FACSUL/FMG-Anhanguera Educacional S.A., Rondonópolis-MT. Este primeiro encontro sinaliza para uma interação produtiva, uma vez que a turma me pareceu bastante comprometida e dedicada. Sucessos a todos!! No dia 14/11 teremos o segundo encontro presencial. Espero vocês!!

domingo, 1 de novembro de 2009

Novas tecnologias e o ensino superior: repensando a formação docente




TAREFA - Utilizando o Google como ferramenta de busca, aqui mesmo no blog, localize o texto "Novas tecnologias e o ensino superior: repensando a formação docente"; é uma dissertação de Mestrado da autoria de Dalva Gonzalez Santiago. Material do acervo da Biblioteca Digital da Puc-Campinas, é bastante interessante e discute a temática com muita propriedade. Gravado em PDF, é um texto protegido, que pode ser aberto para leitura e impressão. Após lê-lo atentamente, de forma reflexiva, poste o seu comentário aqui, sobre as idéias contidas no mesmo. Acesse, como leitura complementar, os links relacionados ao tema, na coluna à direita, no blog.

Abraços a todos!!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Viver... e agradecer cada dia!!

É maravilhoso acordar a cada dia
e perceber que a vida continua...
No final de tudo, o que temos de fato
é a vida... e é bonita, é bonita e é bonita!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque
não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo
as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E porque à medida que se
acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer
sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o
dia.
A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja
números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as
negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia
inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado
quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita.
E a lutar para
ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as
coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter
com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a
comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável
catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras
das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta.
À lenta morte dos rios. E se acostuma
a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma
dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um
pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está
duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai
dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para
preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma. (Marina Colasanti)

Paradoxo do nosso tempo

O paradoxo de nosso tempo na história é:

Que temos Edifícios mais altos, mas pavios mais curtos;
Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;
Gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo;
Temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento;
Mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.

Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos.
Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Temos mais comida, mas menos apaziguamento.
Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação.
Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta;

De homens altos e caráter baixo;
Lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.
Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares;
Temos mais lazer, mas menos diversão;
Maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios;

De residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque;

Um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

(Autor desconhecido)
Soneto do Amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
(Vinícius de Moraes)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A linguagem da Fotografia - Con Vieira


A fotografia não é somente o conjunto de processos de uma arte ou ciência, mas um texto não verbal em que, na ausência de palavras, encontramos o silêncio-imagem que comunica.
A palavra fotografia, em um contexto mais técnico, vem do grego: foto que significa “luz”, e grafia, que significa “escrever”, “gravar”, ou seja, o registro de imagens produzidas pela ação da luz sobre papel sensível. Esse material fotossensível pode ser, como nos primórdios da fotografia, “uma placa iodada, única, rara e cara como uma jóia” (Rosane de Andrade, 2002, p. 34), película (filmes) e, mais recentemente, cartões digitais. Encontramos outro significado para a palavra fotografia, atribuída pelos japoneses, no qual percebemos um caráter de realidade “sha-shin”: reflexo da realidade (Almasy, 1980, p. 97), ou seja, uma representação social, uma forma do homem se expressar visualmente.
Leia o texto na íntegra no endereço http://www.confoto.art.br/artigos13.php

Sejam bem-vindos!!

Este blog destina-se à veiculação de textos relacionados à prática docente, bem como ao relato de experiências e exposição de emoções do universo educativo. Entre, olhe e colabore deixando o seu comentário!